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Quarta, 10 Junho 2020 15:51

PLANO MUNICIPAL DE CONTINGÊNCIA DA COVID -19

  pdf PLANO MUNICIPAL DE CONTINGÊNCIA DA COVID 19 PRIMEIRA ATUALIZAÇÃO (497 KB)

 

 

 

1ª Atualização 01 de junho de 2020

 

  1. Introdução

Considerando a Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (SARS-Cov-2), publicada em 04 de fevereiro de 2020 e a classificação da Doença pelo novo Coronavírus 2019 (COVID-19) como pandemia, em 11 de março de 2020, pela Organização Mundial da Saúde, o que significa que o vírus está circulando em todos os continentes do mundo.

A magnitude e o impacto têm demonstrado consequências devastadoras nos indicadores de morbimortalidade da população mundial, não diferente da realidade brasileira.

Cabe salientar que no Estado do Rio de Janeiro os casos diagnosticados de covid-19 vem paulatinamente aumentando a curva epidemiológica, sendo que nos municípios do interior, principalmente, na região noroeste, comparados com a capital e regiões metropolitanas, ainda se encontra baixo, porém esse indicador não descarta a necessidade de desenvolvimento de ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde da população para o enfrentamento da pandemia.

O Ministério da Saúde, por meio da Portaria nº 454 de 20 de março de 2020, em seu artigo 1º declara em todo território nacional, o estado de transmissão comunitária do coronarírus (covid-19), o que elevou os níveis de resposta e atenção à saúde no âmbito dos estados e dos municípios. Desta forma, as etapas anteriores são mantidas, porém começamos atuar com ações desenhadas para resposta ao nível 2 conforme descrição do nível para a realidade municipal e da região de saúde.

A secretaria municipal de saúde por meio de seus técnicos e gestor tem se atualizado constantemente com as publicações do ministério da saúde, bem como as notas técnicas emitidas pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Além de articulação com outras secretarias para o enfrentamento da pandemia.

Importante destacar que este plano não se configura como algo estático, que resultará em atualizações conforme as fases da pandemia e as orientações do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

 

  1. Cenário epidemiológico para COVID- 19

Até 31 de maio de 2020 foram confirmados na região Noroeste 630 casos, sendo no município de Natividade 18 casos, até a presente data, conforme disponível na página da SES/RJ https://coronavirus.rj.gov.br/boletim/boletim-coronavirus-31-05-5-344-obitos-e-53-388-casos-confirmados-no-estado-do-rio/

 

 

  1. Objetivo geral

O presente plano tem por objetivo sintetizar as ações e procedimentos

do ente federativo municipal, orientando a reorganização dos fluxos para enfrentamento ao novo coronavírus.

 

  1. Objetivos específicos

-Limitar a transmissão humano a humano, incluindo as infecções secundárias entre contatos próximos e profissionais de saúde, prevenindo a amplificação de transmissão.

 -Identificar, isolar e cuidar dos pacientes precocemente, fornecendo atendimento adequado às pessoas infectadas.

-Ampliar a comunicação das informações críticas sobre o agravo e os riscos à sociedade evitando a desinformação.

 -Reorganizar a resposta assistencial de forma a garantir o adequado atendimento da população natividadense em sua rede de saúde.

 

  1. Definições Operacionais

A definição dos casos de COVID -19 segue a última nota técnica, até o presente momento, emitida pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, a saber:

Com a mudança do critério de definição de casos, a partir da Portaria Nº 454, de 20 de março de 2020/MS, que “declara em todo o território nacional, o estado de transmissão comunitária do coronavírus (covid-19)”, o estado do Rio de Janeiro adota medidas adota as seguintes definições operacionais para notificação de casos de Síndrome Gripal:

 

CASOS SUPEITOS

DEFINIÇÃO 1 - SÍNDROME GRIPAL (SG): indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, mesmo que relatada, acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória.

  1. EM CRIANÇAS: considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.
  2. EM IDOSOS: a febre pode estar ausente. Deve-se considerar também critérios específicos de agravamento como síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência.

 

DEFINIÇÃO 2 - SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG): Síndrome Gripal que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU Pressão persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto.

  1. EM CRIANÇAS: além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

 

CASOS CONFIRMADOS

 Para fins de notificação, caso suspeito de SG ou SRAG deve ser considerado como caso confirmado quando tiver resultado positivo por Biologia Molecular (RT-PCR em tempo real, detecção do vírus SARSCoV-2, Influenza ou VSR) ou por Exame Imunológico (teste rápido ou sorologia clássica para detecção de anticorpos) OU quando atender a critérios clínicos-epidemiológicos

 

CRITÉRIO LABORATORIAL:

Biologia molecular (RT-PCR em tempo real, detecção do vírus SARSCoV-2, Influenza ou VSR):

Doença pelo Coronavírus 2019: com resultado detectável para SARS-CoV-2.

Influenza: com resultado detectável para Influenza.

Vírus Sincicial Respiratório: com resultado detectável para VSR.

Imunológico (teste rápido ou sorologia clássica para detecção de anticorpos):

Doença pelo Coronavírus 2019: com resultado positivo para anticorpos IgM e/ou IgG, em amostra coletada após o sétimo dia de início dos sintomas (teste rápido de qualquer marca ou sorologia clássica).

 

CRITÉRIO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO

 Histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 7 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

 

O município possui total autonomia para fechamento de casos por critério clínico-epidemiológico.

 

USO DE TESTE RÁPIDO

Os Testes rápidos (IgM/IgG) são testes imunocromatográficos. No caso dos testes rápidos para o novo coronavírus, são dispositivos de uso profissional, manuais, de fácil execução, que não necessitam de outros equipamentos de apoio, como os que são usados em laboratórios, e que conseguem dar resultados entre 10 e 30 minutos, e podem auxiliar o mapeamento da população “imunizada” (que já teve o vírus ou foi exposta a ele).

Testes rápidos positivos indicam que você teve contato recente com o vírus (IgM) ou que você já teve Covid-19 e está se recuperando ou já se recuperou (IgG), uma vez que indicam a presença de anticorpos (defesas do organismo). Ainda assim, o teste pode ser positivo indicando que você teve contato com OUTROS coronavírus e não com o SarsCoV-2 / Covid-19 (falso positivo).

Os testes devem ser aplicados em pessoas cujos sintomas compatíveis com Síndrome Gripal tenham se iniciado há pelo menos 8 dias. Nos casos de profissionais de saúde e segurança pública, solicita-se adicionalmente que a pessoa esteja há 72h assintomático. A necessidade de atingir 72 horas de período assintomático, antes da realização do teste, se deva a evidência de redução importante da viremia após 72 horas do fim dos sintomas. Essa medida permite que o grau de transmissibilidade seja reduzido, mesmo na eventualidade de um resultado falso-negativo.

Não há determinação expressa, em regulamentos técnicos ou em leis, que estabeleça que os lotes de kits para a Covid-19 registrados na Anvisa tenham que ser previamente validados. Portanto, a ausência de laudo de validação não impede o uso desses produtos.

 

CASOS DESCARTADOS DE DOENÇA PELO CORONAVÍRUS 2019 (COVID2019)

 

Caso suspeito de SG ou SRAG com resultado laboratorial negativo para CORONAVÍRUS (SARS-COV-2 não detectáveis pelo método de RT-PCR), considerando a oportunidade da coleta OU confirmação laboratorial para outro agente etiológico.

 

Para efeito de operacionalização dos casos orientamos a seguinte conduta

 

 

 

 

 

Item

Definição Operacional de Caso (o que notificar?)

Procedimento para notificação

(quando e como notificar?)

Coleta de Amostra

01

CASO SUSPEITO SÍNDROME GRIPAL UNIVERSAL

Indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, mesmo que relatada, acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória.

Todos os casos atendidos deverão ser notificados através do e-SUS VE link https://notifica.saude.gov.br/login

 

 Esses casos deverão ser colocados como “Estado do Teste” = concluído e neste momento não poderão ser encerrados por faltar no sistema a opção de “teste não coletado”

Não

02

SÍNDROME GRIPAL

REDE SENTINELA

Individuo com quadro

respiratório agudo,

caracterizado por

sensação febril ou febre,

mesmo que relatada,

acompanhada de tosse

OU dor de garganta OU

Coriza

 

Todos os casos atendidos deverão ser

notificados através do

SIVEP – Gripe

(SIVEP-Gripe)

https://sivepgripe.saude.gov.br/sivepgripe/

 

 

 

 

Sim (conforme rotina de coleta já prevista na Rede Sentinela)

03

SÍNDROME

RESPIRATÓRIA

AGUDA GRAVE

(SRAG) Síndrome Gripal

que apresente

dispneia/desconforto

respiratório OU Pressão

persistente no tórax OU

saturação de O2 menor

que 95% em ar ambiente

OU coloração azulada

dos lábios ou rosto.

Todos os casos atendidos deverão ser

notificados através do

SIVEP – Gripe

(SIVEP-Gripe)

https://sivepgripe.saude.gov.br/sivepgripe

Sim (conforme rotina de coleta já prevista na Rede Sentinela)

04

SÍNDROME GRIPAL

EM PROFISSIONAIS

DE SAÚDE

Individuo com quadro

respiratório agudo,

caracterizado por

sensação febril ou febre,

mesmo que relatada,

acompanhada de tosse

OU dor de garganta OU

coriza.

Todos os casos atendidos deverão ser

notificados através do e-SUS VE link

https://notifica.saude.gov.br/login

Sim

05

PROFISSIONAIS DE SAÚDE ASSINTOMÁTICOS CONTACTANTES DOMICILIAR DE CASOS CONFIRMADOS, LABORATORIAL OU CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO, POR POR COVID-19

Não

Não

 

NOTIFICAÇÃO

O e-SUS VE já está permitindo que o gestor municipal faça alterações na notificação, podendo a vigilância municipal qualificar a informação que consta em sua base de dados. A evolução do caso deve ser registrada no e-SUS mesmo em situações de internação ou óbito, devendo também nessas duas situações constar no SIVEP-Gripe.

Nesta situação a notificação do mesmo caso nos dois sistemas não significa duplicidade e sim uma evolução de sua condição clínica, em sistemas distintos criados para cada fase clínica diferenciada.

Quando ocorrer caso de SRAG (óbito ou não), onde não tenha sido possível a coleta para RT - PCR recomenda-se a realização de teste rápido, e sendo o resultado reagente, a colocar na ficha do SIVEPGripe, campo 57 - na variável IF/ outra técnica não molecular, e marcar positivo para outros vírus, escrevendo no campo aberto SARS-CoV-2. A opção 4 do campo 65/classificação final deverá ser elegida SOMENTE na impossibilidade de coleta de amostra biológica para testagem para COVID-19.

A ficha de caso de SRAG hospitalizado não foi criada exclusivamente para COVID 19 e sim para notificar e identificar os vírus respiratórios de importância de saúde pública, com destaque para o vírus Influenza.

O fechamento dos casos de óbitos por SRAG deverão estar em concordância nos sistemas de informação do SIVEP gripe e SIM. Assim, orientamos a todos que façam a conferência nos dos sistemas.

Chamamos a atenção para a Nota Técnica SVS nº 27/2020 (encaminhada pelo OFÍCIO CIRCULAR SES/SVS SEI nº 68, de 19/05/20), que traz as orientações aos gestores e profissionais de saúde quanto a importância do preenchimento do campo ocupação nos casos de COVID-19 e a notificação de acidente grave relacionado ao trabalho durante a pandemia pelo novo coronavírus (COVID-19), esclarece a importância do registro da ocupação para conhecer o risco de exposição de cada atividade laboral pelo COVID-19, sendo um importante preditor de intervenções efetivas de prevenção e proteção á saúde dos trabalhadores do estado.

 

FLUXO DE AMOSTRAS PARA O LACEN

ORIENTAÇÕES PARA COLETA DE MATERIAL BIOSSEGURANÇA

A investigação de infecções respiratórias a partir de pacientes com suspeita de infecção por SARS-CoV-2 devem seguir as recomendações de Biossegurança destinadas aos profissionais de saúde que trabalham com agentes infecciosos.

Constitui a primeira linha de proteção, os equipamentos de proteção individual(EPI):

 

  • Gorro descartável
  • Óculos de proteção
  • Máscara do tipo N95, FFP2 ou similar
  • Luva de procedimento
  • Avental de mangas compridas
  • Calçados fechados

Todos os procedimentos técnicos devem ser realizados de modo a minimizar a geração de aerossóis e gotículas.

 

OPORTUNIDADE DE COLETA

Para a detecção do vírus SARS-CoV-2 por RT-PCR em tempo real, a coleta de amostras deve ser realizada quando o paciente está na fase aguda da infecção, preferencialmente do 3º ao 7º dia após o início dos sintomas, podendo ser realizada até o 10º dia. Após o 7º dia de aparecimento dos sintomas a sensibilidade de metodologia diminui significativamente, não sendo recomendável a coleta fora desse período, ficando a cargo da equipe de VE local avaliar a necessidade da coleta ou não.

 

USO RACIONAL DE SWABS

Seguindo as recomendações da OMS e do CDC, a Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública recomenda que haja racionalização do uso de swabs, através da utilização de dois swabs, sendo um para nasofaringe, ou seja, um swab para as duas narinas e um swab para orofaringe.

 

AMOSTRAS PRECONIZADAS PARA RT-QPCR

Os tipos de amostras clínicas aceitáveis para diagnóstico de COVID-19, conforme recomendações da OMS, são:

 

Trato respiratório superior (Swabs de nasofaringe e orofaringe) = O processo de coleta é um dos pontos críticos para o resultado do exame. Uma coleta inadequada, com uso do swab na porção mais externa da cavidade nasal ou na língua, leva a obtenção de baixo ou nenhum material viral, que não será detectado mesmo por métodos tão sensíveis como métodos moleculares.

Segundo o CDC, para coleta de amostras de trato respiratório superior devem ser utilizados swabs de fibra sintética (rayon) com haste de plástico. Não devem ser usados swabs de alginato de cálcio ou com hastes de madeira, pois eles podem conter substâncias que inativam alguns vírus e inibem o teste de PCR.

O profissional que realizar a coleta deve examinar a fossa nasal do paciente com o intuito de verificar a presença de secreções. Introduzir o swab em uma das narinas e realizar movimentos rotatórios para captação de células da nasofaringe e absorção da secreção respiratória. Repetir o mesmo procedimento na outra narina. Após a coleta, introduzir o swab, imediatamente, no tubo com solução fisiológica 0,9% ou meio de transporte viral. Com um novo swab, proceder à coleta do material de orofaringe, introduzindo o swab na região posterior da faringe e tonsilas, evitando tocar na língua. IMPORTANTE: ambos os swabs devem ser introduzidos no mesmo tubo, e o cadastro no GAL deve ser como uma única amostra.

 

Trato respiratório inferior (Lavado broncoalveolar) = em pacientes hospitalizados o Ministério da Saúde recomenda a coleta de lavado broncoalveolar como amostra preferencial ao swab. O processo de coleta dessa amostra é menos passível de erros que a coleta de swabs favorecendo assim, resultados com maior acurácia para RT-qPCR. Por se tratar de procedimento delicado, que requer utilização de equipamentos específicos a coleta deve ser realizada por médicos.

 

ACONDICIONAMENTO E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS

 Segundo recomendações da OMS, as amostras para diagnóstico molecular (tanto de trato respiratório superior quanto inferior) devem ser mantidas refrigeradas (2-8°C) até o processamento, que não deve ultrapassar 72 horas após a coleta.

 Na impossibilidade de processamento dentro desse período, recomenda-se congelar as amostras a -70°C. Caso haja necessidade de transporte das amostras deve-se assegurar a manutenção da temperatura. É importante evitar o congelamento e descongelamento sucessivos da amostra.

O LACEN estará priorizando o processamento de amostras de pacientes internados em estado grave, óbitos e profissionais de saúde, devendo os municípios encaminhar listagem dos casos a serem priorizados para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., conforme modelo abaixo:

 

Data de envio da lista

Número de Registro

Nome

Município de Residência

Critério utilizado para Priorização

SIVEP-Gripe

e-SUS VE

GAL

Profissional de Saúde

Paciente internado em estado Grave

Óbito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Notificação

Importante fazer um destaque para esse tópico para facilitar a compreensão dos profissionais atuantes no município.

O que notificar?

Casos de SG e de SRAG, atendidos em UBS, Centro de Triagem, hospitalizado ou óbito por SARG, independente da hospitalização, que atendam a definição de caso.

Quem deve notificar?

Profissionais e instituições de saúde do setor público ou privado, em todo o território, segundo legislação nacional vigente.

Quando notificar?

Devem ser notificados dentro do prazo de 24 horas a partir da suspeita inicial do caso ou óbito.

Como notificar?

Nas unidades públicas, privadas e contratadas.

Casos de SG devem ser notificados por meio do sistema e-SUS VE por meio do site www.notifica.saude.gov.br. A vigilância municipal elaborou ficha com dados do sistema de notificação para facilitar, caso a Unidade não consiga. As fichas devem ser encaminhadas a vigilância no prazo de até 24 horas a partir da suspeita inicial do caso ou óbito.

Necessário salientar que inicialmente, a vigilância não necessita ir aos serviços para fazer a notificação dos casos, isso é de competência do profissional de saúde que atende, conforme a lesgilação vigente.

Os casos suspeitos, prováveis e confirmados, em serviços públicos e privados, devem ser notificados de forma imediata pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, seguindo as recomendações contidas na NOTA TÉCNICA SVS/SES-RJ nº 28.

Diagnóstico Laboratorial

 Recomenda-se:

- Coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou

- Swab combinado nasal/oral ou

- Amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado broncoalveolar).

Considerando novos vírus ou novos subtipos virais em processos pandêmicos, a coleta para diagnóstico poderá ser estendida até o 7° dia (mas preferencialmente, até o 3° dia). Usar equipamento de proteção individual (EPI) adequado, que inclui luvas descartáveis, avental e proteção para os olhos ao manusear amostras potencialmente infecciosas bem como uso de máscara N95 durante procedimento de coleta de materiais respiratórios com potencial de aerossolização (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). A realização de coleta de amostra está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. Deve ser coletada 01 amostra na suspeita de COVID-19. A amostra deverá ser encaminhada ao LACEN, acompanhada de cópia da ficha de notificação. (constante no link: https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=TPMRRNMJ3D e do registro no GAL. O LACEN será responsável pelo contato e transporte da amostra para o laboratório de referência. As amostras devem ser mantidas refrigeradas (4-8°C) e devem ser processadas dentro de 24 a 72 horas da coleta. Na impossibilidade de envio dentro desse período, recomenda-se congelar as amostras a -70°C até o envio. A embalagem para o transporte de amostras de casos suspeitos com infecção por COVID2019 deve seguir os regulamentos de remessa para Substância Biológica UN 3373, Categoria B.

 

A coleta de amostra será realizada pelas unidades assistenciais locais, com apoio da vigilância em saúde, que fará o transporte para o LACEN.

 

NOTIFICAÇÃO DE RESULTADOS LABORATORIAIS EMITIDOS PELA REDE PRIVADA

 

Serão considerados apenas os resultados emitidos pelos laboratórios pertencentes à Rede Nacional Referência Laboratorial. O laboratório que quiser ser integrante desta rede deverá enviar alíquota, com resultado detectável para SARS n-Cov, para contra prova no LACEN. As notificações positivas dos laboratórios deverão ser enviadas por meio digital ou por ofício, para a vigilância epidemiológica do município onde o laboratório está localizado, e deverão conter informações imprescindíveis que permitam o registro do caso no E-SUS VE pelo município de residência do paciente, conforme modelo abaixo:

Nome do Laboratório; Data da Coleta; Nome do paciente; Data de Nascimento; Nº CNS ou Nº CPF; Endereço completo, Bairro de residência, Município de Residência, Telefone de Contato; Exame realizado: Biologia Molecular (RT PCR) / Imunológico; Resultado; Data da emissão do laudo.

 

  1. Organização da Resposta ao Surto de Coronavírus – Níveis de Ativação.

Níveis de Ativação da Contingência

Evento Disparador

Nível Zero

Casos importados de COVID-19 notificados ou confirmados no município de Natividade

 

Nível I

Transmissão autóctone de COVID-19 no município de Natividade (confirmação laboratorial de transmissão do COVID-19 entre pessoas com vínculo epidemiológico comprovado. Os casos que ocorrerem entre familiares próximos ou profissionais de saúde de forma limitada não serão considerados transmissão local).

Nível II

Transmissão sustentada de COVID-19 no município de Natividade em relação à região noroeste fluminense e municípios circunvizinhos.

Nível III (contingência máxima)

Quando as ações/atividades orientadas para serem realizadas no nível II de ativação forem insuficientes como medidas de controle e para a organização da rede de atenção na resposta. Rede de atendimento definida incapaz de atender à demanda. Ativação pelo Gabinete de Crise.

Fonte: Plano de Resposta de Emergência ao Coronavírus no Estado do Rio de Janeiro. Adaptado para as características do município e região de saúde.

As equipes de vigilância municipal desenvolvem as atividades de rotina, que dão suporte as ações que serão aplicadas no Plano de Contingência. Dentre elas o monitoramento da ocorrência de casos e óbitos por SARG e pelo novo coronavírus, bem como a sua circulação, atividades que permitem a detecção do comportamento da doença e a implantação dos diferentes níveis do referido plano.

Considerando as características epidemiológicas do município este até o presente momento encontra-se no nível II.

Nesse sentido apresentamos abaixo a organização dos serviços de saúde dos seus diversos níveis de complexidade.

  1. Fluxos e Rede Assistencial

7.1 Atenção Primária à Saúde

O município de Natividade possui 7 Equipes de Estratégia de Saúde da Família sendo 5 dentro da cidade e outras duas nos distritos, Ourânia e Bom Jesus do Querendo, possuindo  39  agentes comunitários de saúde, os quais realizam 100% de cobertura do território. 

A assistência desse nível de atenção deve levar em consideração a principal estratégia para a redução da transmissão comunitária do novo coronavírus (SARSCoV-2), que é o distanciamento físico e isolamento domiciliar.

As equipes por conhecerem sua população adscrita realizam ações importantes para o acompanhamento dos casos suspeitos de Síndrome Gripal, além de Síndrome Respiratória Aguda Grave, bem como o monitoramento dos casos confirmados e seus respectivos contactantes, seja por meio de visita domiciliar, preferencialmente, sem a entrada no domicílio, limitando-se à área peridomiciliar (frente, lados, e/ou fundo do quintal/terreno da casa) respeitando o distanciamento e com equipamentos de proteção individual, ou até mesmo por meio de contato telefônico.

As prescrições de medicações de uso contínuo são garantidas aos usuários assistidos por suas respectivas ESFs.

Com o intuito de minimizar o fluxo de pessoas dentro das unidades para as atividades de rotina tais como: pré-natal, consultas médicas, coleta de material citopatológico, entre outras, foram adotadas medidas de agendamento em dias e horários.

A coordenação de atenção primária, vigilância em saúde, atenção especializada e com o apoio do CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) ofertaram capacitação aos profissionais da rede pública e conveniada, sobre o novo coronavírus, importância dos diversos níveis de atuação nesse momento e o uso correto de equipamentos de proteção individual, esses que estão sendo adquiridos prioritariamente por meio de procedimento licitatório e tem conseguido atender aos profissionais de todos os níveis de atenção. 

Nesse sentido adotaram-se as medidas abaixo relacionadas para os serviços de saúde:

 

CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS E ACOMPANHANTES

  • Usar máscara cirúrgica;
  • Usar lenços de papel (tosse, espirros, secreção nasal);
  • Higiene das mãos frequentemente com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica a 70%.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE

  • Higiene das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcóolica a 70%;
  • Óculos de proteção ou protetor facial;
  • Máscara cirúrgica
  • Avental
  • Luvas de procedimento
  • Gorro (para procedimentos que geram aerossóis).

Observação: os profissionais de saúde devem utilizar máscaras N95, FFP2 ou equivalente ao realizar procedimentos geradores de aerossóis, como intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, coletas de amostras nasotraqueais.

DEMAIS PROFISSIONAIS DAS UAPS

  • Higiene das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica a 70%;
  • Máscara cirúrgica;
  • Avental ou uniforme adequado.

Fonte: orientações adaptadas do documento GVIMS/GGTES/ANVISA, março de 2020 apud Plano de Contingência Atenção Primário à Saúde para o Coronavírus Estado do Rio de Janeiro.

Medidas de higiene dos espaços das unidades são intensificadas, bem como o descarte de resíduos, observando as normas da ANVISA.

As medidas de prevenção à população que as equipes de APS utilizam referem-se àquelas contidas no Plano de Contingência da Atenção Primária à Saúde para o coronavírus Estado do Rio de Janeiro, tais como:

Instruir os usuários à realização de isolamento domiciliar e, caso não seja possível, reforçar que evitem permanecer em locais com aglomeração de pessoas;

Orientar a população a evitar cumprimentar por meio de abraços, apertos de mãos e beijos;

 Orientar que todas as pessoas, durante a tosse ou espirro, cubram o nariz e a boca com o cotovelo flexionado ou utilizem tecidos ou lenço de papel, descartando-os após o uso;

 Realizar e difundir a necessidade de lavagem das mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool em gel a 70%

Recomendar a utilização de máscaras caseiras de proteção ao sair de casa, independentemente de estarem com sintomas de SG, visto que essa medida contribui para diminuição da transmissão pelos assintomáticos, reforçando a importância da manutenção das outras medidas de proteção.

Instruir o uso de máscaras caseiras, evitando o desabastecimento de máscaras cirúrgicas no mercado.

Recomendar o distanciamento de um raio de 2 metros entre as pessoas, sempre que possível.

Divulgar a necessidade de evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.

Orientar sobre os sinais e sintomas do novo coronavírus e o fluxo de atendimento adequado.

Limpar e desinfetar objetos, utensílios e superfícies tocados com frequência com água e sabão, álcool em gel a 70% ou solução de hipoclorito de sódio.

Manter os ambientes bem ventilados.

Instruir que o vírus SARS-CoV-2 não é transmitido por alimentos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, é fundamental o cuidado para o não compartilhamento de utensílios e a manutenção das medidas habituais de higienização de alimentos.

Recomendar a manutenção de uma alimentação equilibrada, com refeições completas e hidratação adequada.

Informar que não existe comprovação que algum alimento específico e/ ou nutriente isolado proteja contra a infecção.

Registrar o atendimento no sistema de informação da atenção primária vigente, estratégia e-SUS Atenção Primária (SISAB).

Orientar os casos considerados leves, instituindo medidas de isolamento domiciliar:

  1. Orientar o paciente a não se deslocar para o trabalho, escola ou outra

atividade pública. Caso seja necessário o uso de transporte, usar máscara durante todo o trajeto, mantendo as janelas abertas.

  1. Caso seja possível, o paciente deverá ficar em um quarto com banheiro de

forma privativa no domicílio e com contato restrito aos outros moradores. Caso seja necessário algum contato com familiar e/ou equipe de saúde, usar máscara cirúrgica (substituir a cada 4 horas).

  1. Não compartilhar pratos, copos, talheres, toalhas e roupas de cama

(higienização com água e sabão) com outros familiares.

  1. Orientar o paciente a higienizar de forma frequente as mãos com água e

sabão ou friccionando com solução alcoólica.

  1. Ao tossir e/ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável o

manga da camisa/face interna do braço.

  1. Limpar regularmente as superfícies com álcool a 70% ou solução de

hipoclorito de sódio (1 colher de sopa para 1 litro de água).

  1. Informar o paciente sobre os sinais e sintomas de alerta e, em caso de piora

do quadro, orientar o mesmo a procurar a sua Unidade Básica, ou Centro de Triagem, ou acionar o serviço de urgência e emergência por meio do 192.

A secretaria municipal de saúde divulga em sua página oficial orientações sobre higienização para a população.

Importante destacar que os procedimentos de intubação orotraqueal, ventilação mecânica ou com bolsa e máscara e suporte venoso não serão realizadas nas unidades básicas, mas sim, na urgência e emergência e hospital, visto serem esses espaços mais adequados para realização desse tipo de complexidade assistencial.

Em relação às notificações a vigilância epidemiológica elaborou formulário com base nos dados solicitados pelo sistema no qual estão sendo realizadas as notificações. Esses formulários são entregues diariamente em meio físico ou digital a coordenação para garantir a celeridade das notificações e registro em até 24 horas.

Por mais que ocorresse um reordenamento da atenção primária para atendimentos de casos de covid-19, síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave. O município após a publicação da SES-RJ das resoluções nº 2023, de 30 de março de 2020, e nº 2029, de 08 de abril de 2020, destinando recursos para os Centros de Triagem de COVID-19, no caso de Natividade, que recebeu R$ 1.000.000,00 (hum milhão de reais) repassados para ações gerais de enfrentamento ao novo coronavírus e para estabelecer um local exclusivo para atendimento em Covid-19, sendo assim, optou por implantar um CT localizado na área central do município, e outros dois nos distritos.

Com a implantação dos Centros de Triagem as Equipes de Estratégia de Saúde da Família também orientam os casos suspeitos a procurarem o referido serviço, visto que nesses Centros são realizados testes rápidos IGM/IGG para detecção de covid-19. Além de realizarem o transporte do paciente, quando necessário, conforme descrição do tópico específico sobre transporte

Na próxima página está descrito o fluxograma assistencial para a APS, com vista a facilitar o processo de trabalho das equipes.

 

CASOS SUSPEITO DE INFECÇÃO PELO NOVO CORONAVÍRUS (COVID-19)

FLUXOGRAMA ASSISTENCIAL COVID – 19 – ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

ESTRATIFICAÇÃO em Pré-Acolhimento

Priorizar: 1º idosos; 2º pacientes com doenças crônicas, gestantes e puérperas.

Tosse seca, dor de garganta ou dificuldade respiratório – acompanha ou não de febre.

Colocar máscara cirúrgica.

Avaliar clinicamente, em local em separado , preferencialmente em área extrema;

Retornar para casa imediatamente  e permanecer em ISOLAMENTE DOMICILIAR, juntamente com as pessoas que residam no mesmo endereço. Orientar:

Medidas de precaução (máscara, lavagem de mãos, limpeza de ambientes e etiqueta respiratória);

Alimentação balanceada e hidratação;

Fármacos para sintomas, exceto haja contraindicações;

Orientar sobre aparecimento de sintomas de agravamento;

Fornecer atestado médico no prazo máximo de 14 dias para todos os habitantes do mesmo domicílio (um documento por indivíduo).

Avaliar vacinação para gripe em grupo de risco (gestante, criança, puérpera e idosos).

Notificar em ficha elaborada pelo município e encaminhar para vigilância em até 24 horas.

Acompanhar a cada 48 horas por telefone.

 

Sem sinais de gravidade

Com sinais de gravidade

Dispneia, aumento de frequência respiratória, desconforto respiratório, saturação de O2< 95% em ar ambiente ou exacerbação de doença preenxistente. Crianças – batimento de asas de nariz, cianose, triagem intercostal, desidratação e inapetência OU comorbidades cardíacas, respiratórias, renais descompensados; imunossupressos, portadores de doenças cromossômicas com fragilidade imunológica e gestantes.

OFERECER MÁSCARA IMEDIATAMENTE E ISOLAR O PACIENTE O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL:

Sala específica, porta fechada, janelas abertas, ventilador e ar condicionado desligados. Com  máscara cirúrgica do momento do ACOLHIMENTO até local de isolamento.

Transporte (sanitário ou ambulância).

Referência Especializada (Unidade de Urgência e Emergência)

Pacientes leves  provenientes de Unidades de Referência ou pontos de atenção de assistência. 

Sinais de agravamento? 

Não

Sim

Alta após 14 dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Plano de Resposta de Emergência ao Coronavírus no Estado do Rio de Janeiro.

Laboratório:

O município recebe kits de coleta de swab e testes rápidos IGM/IGG da Secretaria Estadual de Saúde e tem realizado a compra de testes rápidos por procedimento licitatório.

Em Natividade com a criação dos Centros de Triagem, o paciente deverá ser encaminhado ao CT que avaliará a data do início dos sintomas, bem como proceder com a notificação e coleta de amostra. Em casos específicos, como pacientes acamados, idosos, gestantes, puérperas ou aqueles com debilidade de locomoção a coleta será no domicílio, por equipe designada e acionada pela vigilância em saúde municipal, que nos casos de swab encaminhará as amostras para o LACEN.

De acordo com o Plano da SES/RJ a amostra será processada para exame para vírus respiratório (painel viral). Caso negativo, o exame será encaminhado para Fiocruz para a realização de exame específico para Covid-19.

Se o paciente estiver estável clinicamente será encaminhado para isolamento domiciliar e deverá ser orientado sobre métodos de precaução respiratória.

7.1.1 Centros de Triagem

Para evitar aglomeração na unidade de urgência e emergência, nas unidades básicas e especializadas de saúde, o deslocamento da população para a sede do município, além de reduzir a circulação de pessoas com sintomas leves, o serviço de saúde implantou dois centros de triagem, sendo nos distritos de Bom Jesus do Querendo e Ourânia, para diagnóstico e tratamento dos casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave e encaminhamento para Unidade Hospitalar e Urgência e Emergência nos casos necessários. A assistência dos referidos centros seguirá a nota técnica da SES/RJ e o caderno 28 da atenção básica, conforme fluxograma:

Necessário salientar que o funcionamento desses Centros de Triagem em espaço físico específico, são de segunda a sexta de 08 às 17 horas, com equipe médica, de enfermagem, administrativo e limpeza, específicos para esses serviços.

Além de possuírem medicação preconizada pelo caderno 28 citado acima e testes rápidos IGM/IGG para covid-19.

De acordo com o plano estadual, o medicamento Oseltamivir não há recomendação do seu uso em casos confirmados para o novo coronavírus.

Estabilizar o paciente;

Solicitar serviço móvel de urgência e encaminhar  imediatamente para serviço hospitalar do município.

Fornecer orientações gerais para os contatos e para os pacientes;

Notificar caso de Síndrome Respiratório aguda grave;

 

 

FLUXOGRAMA PARA O CENTRO DE TRIAGEM BASEADO NO CADERNO 28 DA ATENÇÃO BÁSICA.

O PROFISSIONAL EM ATENDIMENTO E O PACIENTE COM SINTOMAS DEVEM USAR MÁSCARA CRIRÚRGICA

Atendimento Médico para avaliação inicial do quadro gripal após classificação

 

 

 

 

Paciente possui sinais clínicos

                                                                                             Sim

 

 

Não

Avaliar a necessidade de encaminhamento para serviço de referência.

Indicar, a critério médico o tratamento de Oseltamivir.

Administrar sintomáticos – evitar uso de ácido acetil salicílico;

Fornecer orientações gerais para os pacientes e seus contatos sobre sinais de agravamento da doença;

Realizar acompanhamento domiciliar ou por telefone, se possível diariamente, por ACS ou outro profissional de saúde e garantir reavaliação do paciente.

 

 

Grupo ou fator de risco? (b)

                                       Não                                                  Sim

 

Sinais clínicos de Alerta.

Avaliação em adultos.

Alteração do nível de consciência, sonolência, convulsão ou paralisia.

Frequência respiratória > 30 IRPM

PA  diastólica < 60mmHg ou PA sistólica <90 mmHg.

Avaliação  em crianças

Cianose.

Batimento de assa de nariz.

Taquipneia: 2 meses a menor de 1 ano (>50 IRPM); 1 a 5 anos (>40 IRPM).

Toxemia

Triagem intercostal

Desidratação/ vômitos/inapetência, letargia

Dificuldade para ingestão de líquidos ou amamentar.

OSELTAMIVIR

Iniciar administração até 48 horas após início dos sintomas.

Adultos: 75 mg, 2x/d, por 5 dias

Crianças: <15Kg 30 mg 2xd por 5 d

                15 a 23 kg: 45mg 2x/d por 5 d

                23 a 40 kg: 60 mg 2x/d por 5 d

Grupo de risco (b) – Pessoas que apresentem as seguintes condições clínicas.

Imunodepressão: por exemplo, indivíduos transplantados, pacientes com câncer, em tratamento para Aids ou em uso de medicação imunossupressora; Condições crônicas: hemoglobinopatias, problemas cardiovasculares, pneumonias, insuficiência hepática, doenças crônicas, doenças neurológicas, doenças metabólica (diabetes mellitus e obesidade grau III (Índice de Massa Corporal maior ou igual a 40) e doença genética (Síndrome de Down).

Fatores de risco (b) – Idade: Inferior a 2 ou superior a 60 anos de idade; e Gestação: independente da idade gestacional.

 

Obs: As equipes de saúde devem dar atenção especial aos casos de síndrome gripal em idosos, gestantes, crianças.

Orientações aos pacientes, contatos e população em geral:

Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão;

Não compartilhar objetos de uso pessoal e alimentos;

Evitar aglomerações e ambientes fechados.

Orientações específica para os sintomáticos:

Usar máscara;

Permanecer sempre que possível em sua residência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além das outras medidas adotadas referente a síndrome gripal constantes no referido caderno disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4435264/mod_resource/content/1/cadernos_de_atencao_basica_-_volume_ii%20aborda%20diarr%C3%A9ia.pdf

 

8.2 Média Complexidade Ambulatorial

As unidades próprias tem reduzido o número de atendimentos das especialidades, além de organização de agendamento para evitar a aglomeração de pacientes.

 

Quadro 2.

Atenção Ambulatorial Especializada

Competência

Ambulatório Central;

Centros de Especialidades e Programas de Saúde.

 

Atendimento presencial de usuários, sem SG, com instabilidade clínica persistente, necessitando de ajustes terapêuticos pela equipe especializada.

Apoio para as equipes da APS para: - acompanhamento presencial de usuários de alto ou muito alto risco com instabilidade clínica (fora das metas terapêuticas), mas com melhoras progressivas documentadas dos indicadores, para discussão de casos e atualização do plano de cuidados acompanhamento à distância de usuários de alto e muito alto risco com estabilidade clínica (dentro das metas terapêuticas), para monitoramento do grupo de usuários.

Monitoramento à distância dos usuários, diretamente pela equipe especializada, quando necessário.

 

 

 

8.2.1 Centros de Triagem

Para evitar aglomeração na unidade de urgência e emergência, nas unidades básicas e especializadas de saúde, o deslocamento da população para a sede do município, além de reduzir a circulação de pessoas com sintomas leves, o serviço de saúde implantou dois centros de triagem, sendo nos distritos de Bom Jesus do Querendo e Ourânia, para diagnóstico e tratamento dos casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave e encaminhamento para Unidade Hospitalar e Urgência e Emergência nos casos necessários. A assistência dos referidos centros seguirá a nota técnica da SES/RJ e o caderno 28 da atenção básica, conforme fluxograma:

Necessário salientar que o funcionamento desses Centros de Triagem em espaço físico específico, são de segunda a segunda de 07 às 19 horas, com equipe médica, de enfermagem, administrativo e limpeza, específicos para esses serviços.

Além de possuírem medicação preconizada pelo caderno 28 citado acima e testes rápidos IGM/IGG para covid-19.

De acordo com o plano estadual, o medicamento Oseltamivir não há recomendação do seu uso em casos confirmados para o novo coronavírus.

 

 

 

 

 

 

Estabilizar o paciente;

Solicitar serviço móvel de urgência e encaminhar  imediatamente para serviço hospitalar do município.

Fornecer orientações gerais para os contatos e para os pacientes;

Notificar caso de Síndrome Respiratório aguda grave;

 

 

FLUXOGRAMA PARA O CENTRO DE TRIAGEM BASEADO NO CADERNO 28 DA ATENÇÃO BÁSICA.

 

O PROFISSIONAL EM ATENDIMENTO E O PACIENTE COM SINTOMAS DEVEM USAR MÁSCARA CRIRÚRGICA

Atendimento Médico para avaliação inicial do quadro gripal após classificação

 

 

 

 

Paciente possui sinais clínicos

                                                                                             Sim

 

 

Não

Avaliar a necessidade de encaminhamento para serviço de referência.

Indicar, a critério médico o tratamento de Oseltamivir.

Administrar sintomáticos – evitar uso de ácido acetil salicílico;

Fornecer orientações gerais para os pacientes e seus contatos sobre sinais de agravamento da doença;

Realizar acompanhamento domiciliar ou por telefone, se possível diariamente, por ACS ou outro profissional de saúde e garantir reavaliação do paciente.

 

 

Grupo ou fator de risco? (b)

                                       Não                                                  Sim

 

Sinais clínicos de Alerta.

Avaliação em adultos.

Alteração do nível de consciência, sonolência, convulsão ou paralisia.

Frequência respiratória > 30 IRPM

PA  diastólica < 60mmHg ou PA sistólica <90 mmHg.

Avaliação  em crianças

Cianose.

Batimento de assa de nariz.

Taquipneia: 2 meses a menor de 1 ano (>50 IRPM); 1 a 5 anos (>40 IRPM).

Toxemia

Triagem intercostal

Desidratação/ vômitos/inapetência, letargia

Dificuldade para ingestão de líquidos ou amamentar.

OSELTAMIVIR

Iniciar administração até 48 horas após início dos sintomas.

Adultos: 75 mg, 2x/d, por 5 dias

Crianças: <15Kg 30 mg 2xd por 5 d

                15 a 23 kg: 45mg 2x/d por 5 d

                23 a 40 kg: 60 mg 2x/d por 5 d

Grupo de risco (b) – Pessoas que apresentem as seguintes condições clínicas.

Imunodepressão: por exemplo, indivíduos transplantados, pacientes com câncer, em tratamento para Aids ou em uso de medicação imunossupressora; Condições crônicas: hemoglobinopatias, problemas cardiovasculares, pneumonias, insuficiência hepática, doenças crônicas, doenças neurológicas, doenças metabólica (diabetes mellitus e obesidade grau III (Índice de Massa Corporal maior ou igual a 40) e doença genética (Síndrome de Down).

Fatores de risco (b) – Idade: Inferior a 2 ou superior a 60 anos de idade; e Gestação: independente da idade gestacional.

 

Obs: As equipes de saúde devem dar atenção especial aos casos de síndrome gripal em idosos, gestantes, crianças.

Orientações aos pacientes, contatos e população em geral:

Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão;

Não compartilhar objetos de uso pessoal e alimentos;

Evitar aglomerações e ambientes fechados.

Orientações específica para os sintomáticos:

Usar máscara;

Permanecer sempre que possível em sua residência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além das outras medidas adotadas referentes à síndrome gripal, constantes no referido caderno disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4435264/mod_resource/content/1/cadernos_de_atencao_basica_-_volume_ii%20aborda%20diarr%C3%A9ia.pdf

 

8.2.2 Atenção à Urgência e Emergência e Hospitalar

Quadro 3

Atenção Especializada

Competência

Pronto Socorro

 

Estabelecer fluxos e ambientes específicos para atendimento de usuários com SG ou SRAG, com triagem na porta de entrada do serviço.

Realizar a Notificação dos casos suspeitos à vigilância municipal no prazo de até 24 horas.

 Atendimento de usuários com SG: - prescrição de tratamento sintomático, prescrição de oseltamivir para grupos de risco, notificação e isolamento domiciliar - comunicação às equipes da APS para monitoramento e vigilância de agravos durante o período de isolamento.

Atendimento de usuários com SRAG transferidos após atendimento na APS: - confirmação do diagnóstico, notificação, estabilização e internação em hospital geral ou com leito de UTI conforme a gravidade - comunicação às equipes da APS para monitoramento durante a internação e continuidade do cuidado após a alta.

Atendimento de usuários com agudização de condições crônicas, sem quadro respiratório: - estabilização, internação se necessário - comunicação às equipes da APS para continuidade do cuidado com vistas à estabilização clínica.

Inserção no sistema de regulação (SER) com todos os dados do pacientes, condição clínica, exames, saturação, para casos suspeitos e/ou confirmados para covid-19, em caso de necessidade de leito de UTI, conforme avaliação da equipe médica.

Hospital Geral

 

Internação de usuários com SRAG de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, de acordo com as diretrizes clínicas disponibilizadas.

Internação de usuários com agudização de doenças crônicas.

Disponibilidade de leitos para essa finalidade.

Informar a Secretaria de Saúde a ocupação de leitos no censo hospitalar conforme normativas vigentes.

Realizar a Notificação dos casos suspeitos à vigilância municipal no prazo de até 24 horas.

Inserção no sistema de regulação (SER) com todos os dados do pacientes, condição clínica, exames, saturação, para casos suspeitos e/ou confirmados para covid-19, em caso de necessidade de leito de UTI, conforme avaliação da equipe médica.

Transição do cuidado para Hospitais com leitos de UTI quando houver necessidade.

Transição do cuidado pós alta para acompanhamento pela equipe da APS até o restabelecimento completo do usuário e continuidade do plano de cuidados para as condições crônicas.

Adiar cirurgias eletivas, com exceções de partos e casos clinicamente urgentes.

Realizar a triagem reversa (pacientes internados visando à alta hospitalar baseada na avaliação do Risco Clínico).

Analisar a disponibilização de equipe específica para os casos de covid-19;

Analisar adaptação de serviços internos, tais como salas de recuperação cirúrgica e salas cirúrgicas, que já possuam funcionários e instalações possíveis para fornecer suporte respiratório para pacientes graves com Covid-19.

Revisar urgentemente as tubulações de gases medicinais para haver suprimento adequado de oxigênio.

Agilizar treinamentos para toda força de trabalho.

Averiguar disponibilidade dos equipamentos de proteção individual (EPI).

Orientar as equipes para o uso racional dos insumos diagnósticos e EPI, tendo em vista que toda a Rede de Atenção está sob pressão pelas demandas oriundas do enfrentamento do novo coronavírus;

Elaborar e manter disponíveis as normas e rotinas dos procedimentos adotados na prestação de serviços de atenção à saúde de pacientes suspeitos de infecção pelo novo Coronavírus na Atenção Hospitalar;

Estabelecer medidas administrativas como capacitação dos profissionais de saúde e garantia de suprimento de EPI aos pacientes, cuidadores e profissionais de saúde envolvidos no atendimento.

 

 

Esse nível de atenção no município de Natividade se organiza da seguinte maneira:

1 Hospital filantrópico contratualizado com o SUS além do serviço de urgência e emergência.

Conforme a base de dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) constam o seguintes leitos SUS:18 leitos clínicos; 2 leitos de saúde mental; 10 leitos cirúrgicos; 4 leitos de obstetrícia cirúrgica e 2 leitos de obstetrícia clínica; 6 leitos de pediatria clínica e 4 de pediatria cirúrgica; 03 leitos de isolamento.

Ficando a cargo da Instituição contratada a sua reorganização dos fluxos assistenciais, tanto na porta de entrada (urgência e emergência), que possui uma sala de estabilização, bem como na assistência hospitalar, conforme orientações do quadro 3.

O município tem realizado reuniões e oficializado o nosocômio no sentido de sua reorganização da assistência, e este tem discutido com a secretaria que ofertará  03 leitos de isolamento para tratamento clínico de covid-19.

Mediante a tal questão o município propôs a destinação de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) de recursos SUS ao hospital contratualizado para reorganização de leitos de isolamento, os quais irão ofertar, para atendimentos de casos suspeitos e/ou confirmados de COVID-19. A referida Instituição elaborou o referido plano de trabalho para realizar aditivo ao convênio já firmado, onde sugerimos além da garantia de EPIs, contratação equipe específica para atendimento desses casos, organização de dois leitos com capacidade para estabilização, ventilação mecânica e intubação orotraqueal, e um outro de menor complexidade para isolamento de casos necessários.

Nesse campo se faz necessário salientar que a referida Instituição não possui leitos de UTI, ficando essa modalidade de assistência a ser regulada pela Central de Regulação do Estado do Rio de Janeiro encaminhando para hospital de referência, os pacientes, quando necessários.

Importante ressaltar que a inserção no sistema de regulação (SER) deverá ser com todos os dados do pacientes, condição clínica, exames avaliados, saturação, para casos suspeitos e/ou confirmados para covid-19, em caso de necessidade de leito de UTI, conforme avaliação da equipe médica.

O município participa das discussões no colegiado de gestores sobre a garantia de leitos de UTI para a população, ficando definido o seguinte hospital: São Vicente de Paula em Bom Jesus do Itabapoana, o qual é regulado pelo SER (Sistema Estadual de Regulação).

  1. Transporte:

9.1 Do domicílio para o serviço de saúde:

 

Paciente em domicílio já avaliado por unidade de saúde e que requeira reavaliação da condição clínica, e não tenha condições de locomoção, este se dará em transporte sanitário observadas as precauções, sendo que o paciente deverá acionar o 192 em caso de urgência e emergência ou a secretaria de saúde por meio do 3841-2041 (setor de regulação e transporte), que destinará veículo para locomoção do paciente.

 

9.2 Entre Unidades de Saúde:

Paciente atendido em unidade de saúde que necessite avaliação em outro nível de atenção e/ou internação deve ser transferido em ambulância, de acordo com a gravidade do caso clínico, acionado o 192 em caso de urgência e emergência ou a secretaria de saúde por meio do 3841-2041 (setor de regulação e transporte), o qual destinará veículo para locomoção do paciente.

 

9.3 Para isolamento em domicílio

 Paciente atendido em unidade de saúde que apresenta condição clínica de acompanhamento e isolamento domiciliar receberá as devidas orientações pela equipe de saúde e equipe de vigilância em saúde municipal e se necessário veículo deverá ser acionada a secretaria de saúde por meio do 3841-2041 (setor de regulação e transporte), o qual destinará veículo para locomoção do paciente.

 

 

  1. Assistência Farmacêutica

Como não há uma medicação padrão para o enfrentamento do novo coronavírus o município tem garantido medicamentos conforme o caderno 28 da Atenção Básica e realizado a reorganização do fornecimento de medicação daqueles possíveis de serem distribuídos para mais de um mês, com o objetivo de minimizar aglomeração em unidade de dispensação.

Garantir estoque estratégico de medicamentos para atendimento sintomático dos pacientes.   

 Disponibilizar medicamentos indicados e orientar sobre organização do fluxo de serviço farmacêutico.   

Garantir medicamento específico para os casos de SG e SRAG que compreendem a definição clínica para uso do fosfato de oseltamivir.   

Monitorar o estoque de medicamentos no âmbito federal e estadual.    Rever e estabelecer logística de controle, distribuição e remanejamento, conforme solicitação a demanda.

 

  1. Vigilância em Saúde

A vigilância em todos os seus âmbitos realiza ações estratégicas, tais como:

  1. Vigilância Sanitária:

- Orientações referentes ao distanciamento social, do uso de máscaras conforme recomendado pelo Ministério da Saúde e reforço das medidas sanitárias. 

- Barreira sanitária;

- Controle e manejo das filas em Instituições Bancárias;

- Visitas aos estabelecimentos sujeitos à vigilância no que diz respeito à orientação, fiscalização e notificação;

- Coordenação da comissão de discussão sobre o novo coronavírus;

- Reordenamento do Plano;

- Parcerias com outras secretarias municipais;

- Orientação para aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e de teste rápido.

- Realização de capacitação em parceria com o CEREST sobre uso de EPIs para os funcionários de todos os níveis de atenção à saúde;

- Criação de um disque denúncia – 3841-1632.

 

  1. Vigilância Epidemiológica:

-Notificação dos casos suspeitos e/ou confirmados conforme nota

- Investigação de contatos suspeitos e/ou confirmados;

- Controle estatístico epidemiológico do avanço da covid-19;

-Divulgação dos casos em boletins periódicos para a população em meios digitais;

-Elaboração de planilha para a Atenção Primária sobre acompanhamento de casos e reorganização do índice de pessoas consideradas de risco;

-Monitoramento de pessoas vindas de outras cidades para residir no município;

- Cadastramento e quando necessário à investigação de contatos de casos suspeitos e/ou confirmados pelo coronavírus de trabalhadores offshores;

 

  1. Assistência Funerária

Em casos suspeitos e/ou confirmados pela covid-19 a vigilância oficializou  os serviços de assistência funerária no território, para que sejam garantidas as normas da ANVISA no que se refere ao manejo dos corpos, sepultamentos e velórios, conforme manual disponível no link: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/marco/25/manejo-corpos-coronavirus-versao1-25mar20-rev5.pdf

O técnico de segurança do trabalho realizou capacitação com os agentes sepultadores do município sobre sepultamentos, velórios e manejo dos corpos, conforme documento acima referido, além do fornecimento de EPI para esses profissionais.

 

 

  1. Protocolo Assistencial. (Conforme Plano de Resposta SES/RJ).

Seguir recomendações constantes no Protocolo de Manejo Clínico para o Novo Coronavírus (2019-nCoV) no Ministério da Saúde disponível em https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/fevereiro/11/protocolo-manejo-coronavirus.pdf 

Os casos graves serão encaminhados para os hospitais de Referência para Isolamento e tratamento. Os casos leves serão acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar. Maiores detalhes das ações inerentes a APS podem ser encontrados no “Plano de Contingência Atenção Primário à Saúde para o coronavírus no Estado do Rio de Janeiro”,  No link https://www.saude.rj.gov.br/comum/code/MostrarArquivo.php?C=MzAxMjU%2C

 

O manejo clínico de pacientes internados nos serviços de assistência hospitalar, do estado do Rio de Janeiro, com sinais clínicos ou radiológicos de Pneumonia Comunitária Grave descritos na Nota Técnica Conjunta 01/2020 – SUPPH/SAFIE/SGAIS/SES-RJ está disponível em https://www.saude.rj.gov.br/medicamentos/comunicados/2020/03/abordagem-clinica-dos-pacientes-internados-com-suspeita-ou-confirmacao-de-covid-19

 

A distribuição dos medicamentos de Cloroquina e de seu análogo Hidroxicloroquina, bem como a liberação do Oseltamivir, é realizada pela Superintendência de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (SAFIE) mediante disponibilidade de estoque.

Destaca-se que a utilização da Cloroquina/Hidroxicloroquina ainda é experimental no COVID-19 e destina-se apenas para pacientes internados.

Quanto ao medicamento Oseltamivir, cabe ressaltar que não há recomendação do seu uso em casos confirmados para o novo coronavírus.

As orientações para a utilização do Oseltamivir podem ser encontradas na Nota Técnica Informativa nº 02/2020 SAFIE/SGAIS/SES-RJ e no Protocolo de Tratamento de Influenza 2017, do Ministério da Saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências

 

BRASIL. ANVISA. RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA-RDC da ANVISA Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018 que regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências. Brasília: 2018. DOU nº 61, 29 de março de 2018. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/3427425/RDC_222_2018_.pdf/c5d3081d-b331-4626- 8448-c9aa426ec410

BRASIL. CONASEMS. Guia Orientador para o enfrentamento da pandemia Covid-19 na Rede de Atenção à Saúde  Disponpivel em :

https://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Instrumento-Orientador-Conass-Conasems-VERS%C3%83O-FINAL-3.pdf

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo de manejo de coronavírus. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/fevereiro/11/protocolo-manejo-coronavirus.pdf

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manejo de corpos no contexto do novo coronavírus COVID-19. Disponível em: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/marco/25/manejo-corpos-coronavirus-versao1-25mar20-rev5.pdf

BRASIL, SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. Plano de Contingência Atenção Primária à Saúde para o Coronavírus Estado do Rio de Janeiro. Disponível em: https://www.saude.rj.gov.br/comum/code/MostrarArquivo.php?C=MzE1NjI%2C

BRASIL. SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. Plano de Resposta de Coronavírus Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Disponível em: https://www.saude.rj.gov.br/noticias/2020/05/ses-rj-atualiza-plano-de-contingencia-para-o-enfrentamento-do-coronavirus-no-estado-do-rio-de-janeiro

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea : queixas mais comuns na Atenção Básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed.; 1. reimp. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 290 p. : il. – (Cadernos de Atenção Básica n. 28, Volume II) Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4435264/mod_resource/content/1/cadernos_de_atencao_basica_-_volume_ii%20aborda%20diarr%C3%A9ia.pdf

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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